segunda-feira, 28 de março de 2016

MINHA TRAJETÓRIA NA UFRGS:



  1. Ingressei em 13/08/1980, uma sexta-feira 13, como agente administrativo, acho que deu azar para eles;
  2. Participei de todo o processo de enquadramento no PUCRCE, tentando garantir que nenhum colega sofresse prejuízo no seu enquadramento;
  3. Realizei prova de ascensão funcional para o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais, viva a ascensão funcional, pois somente com ela teremos carreira;
  4. Atuei como secretário do Centro de Investigação do Gondwana – CIGO, no Instituto de Geociências;
  5. Atuei como Secretário do Curso de Pós-Graduação em Geociências, época em que também atuei no gerenciamento do convênio UFRGS (IGEO) - PETROBRÁS;
  6. Fui representante dos Técnico Administrativos em Educação no Conselho do Instituto de Geociências;
  7. Fiz parte da chapa de retomada da ABSURGS, responsável pelo saneamento da entidade e pelo resgate do seu papel não apenas associativo, mas também de órgão encarregado de encaminhar as lutas dos Técnico Administrativos em Educação;
  8. Compus o grupo inicial na ASSUFRGS, que implementou uma proposta de alfabetização e preparo dos colegas para realizarem as provas do supletivo, que chegaram a ser aplicadas aqui na UFRGS; 
  9. Fui representante dos Técnico Administrativos em Educação no Conselho Universitário; estando presente na proposta pelo fim do jetom e na briga para aumentar o número de representantes de Técnico Administrativos em Educação no CONSUN e no CEPE, sendo que até hoje a UFRGS é uma das IFEs com maior número de Técnico Administrativos em Educação em seus conselhos superiores;
  10. Inclusive quando da imposição de que 2/3 da composição do CONSUN e do CEPE fosse de docentes, fui autor da proposta que garantiu que estes docentes fossem eleitos e não indicados, como queria a Administração Central da época;
  11. Membro do Conselho Deliberativo da FAURGS, eleito pelo CONSUN, por dois mandatos;
  12. Presidente eleito do Conselho Deliberativo da FAURGS;
  13. Participei da Comissão Encarregada de Redigir o Regimento Geral da UFRGS (membro mais votado), o CONSUN não era tão reaça, quem ficou em segundo lugar foi o Prof. Paim, que veio a ser vice da WRANA e acabou sendo o presidente da comissão. Técnico ser o mais votado tudo bem, mas daí a ser presidente de comissão para reforma do Regimento Geral, já seria demais.;
  14.  Co-autor do Art. 27 do RG, que garante que os serviços de assistência à comunidade universitária, RU's, Creche, Casas de Estudantes, Colônias de Férias e outros, que venham a ser criados, serão regulamentados no Regimento Interno da Reitoria;
  15.  Autor da proposta de criação da comissão permanente do CONSUN chamada: Comissão de Interação Universidade-Sociedade;
  16.  Presidente da Comissão de Interação Universidade-Sociedade;
  17.  Assessor da Reitora, co-responsável pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos e pela criação de Órgão específico para tratar dos Assuntos da Comunidade Universitária, a ASSUCOM;
  18.  Superintendente dos Assuntos da Comunidade Universitária;
  19.  Supervisor da pesquisa de preços de medicamentos IGPM-POA, realizada mediante convênio firmado entra a FIPE-USP e a Faculdade de Ciências Econômicas;
  20.  Presidente da CPPTA;
  21. Coordenador Geral da Assufrgs;
  22. Coordenador da CIS.

            Durante o período em que estive na administração superior, não fui representante dos Técnico Administrativos em Educação em nenhuma instância e não atuei no vestibular em nenhuma função.

            

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Pessoal, vou contar uma história para vocês, sobre 30 horas:

Ingressei na UFRGS em 1980, para trabalhar no Instituto de Geociências, à época localizada na Rua General Vitorino, nº 255, centro de Porto Alegre, a gente tinha um relógio ponto, mas ninguém controlava o ponto, todos deveriam fazer 40 horas, mas isto não era o mais importante, aliás, hora-bunda nunca foi sinônimo de eficiência ou eficácia no fazer. Todos tinham compromisso com a instituição e o que importava de fato era as coisas funcionarem, alguns dias se faziam 8 horas, noutros menos horas e em muitos outros, mais horas.
Naquela época, praticamente ninguém queria trabalhar nas unidades que já estavam no Campus do Vale e era moeda de barganha o pagamento de horas extras para quem fosse trabalhar lá.
Quando as instalações do Instituto de Geociências ficaram prontas no Campus do Vale e chegou a hora da transferência, os técnico administrativos em educação se uniram e em acordo com a direção ficou definido que teríamos um turno livre por semana para tratarmos de questões pessoais. O velho relógio ponto nos acompanhou.
Quando chegamos no Campus do Vale, descobrimos que algumas unidades, uma com certeza, que por lá estavam e que se orgulhavam do fato dos técnico administrativos em educação cumprirem às 40 horas semanais, usava(m) do que seguinte artifício, havia um rodízio entre os servidores técnico administrativos em educação, autorizado pelas direções/chefias, na hora de bater os cartões na entrada e na saída.
A partir deste momento, passamos a reivindicar o direito de fazermos 30 horas e conquistamos, para todos, este direito.
Sempre defendi às 30 horas, tanto que quando, por um breve período, respondi pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos, juntamente com outra colega, decidimos que os colegas iriam trabalhar 30 horas, bandeira histórica da FASUBRA. Quando dividimos a Pró-Reitoria em duas grandes áreas, RH e Assuntos da Comunidade Universitária, nas duas os colegas continuaram trabalhando 30 horas e, na que eu era responsável, não trabalhavam no dia do aniversário, se quisessem.
Não se trata de uma defesa burocrática ou legalista, sempre defendi que o compromisso com a instituição não se dá pelo número de horas que dedico a estar ”sentado” na instituição, e sim ao comprometimento institucional que temos, todos nós temos DE, dedicação exclusiva, e, portanto, estamos disponíveis a qualquer momento para as atividades da universidade, desde que tenham sido construídas de forma coletiva. A universidade abre suas portas às 7 horas e encerra após as 23 horas, a universidade funciona aos finais de semana, a universidade realiza saídas de campo, trabalhos de extensão e, atualmente está on-line 24 horas, com os cursos EAD. Enganam-se os que pensam que tudo isto seria possível sem o trabalho e a parceria do técnico administrativos em educação.

Todos os trabalhadores deveriam ter carga horária reduzida de trabalho, isso geraria melhor qualidade de vida e mais postos de trabalho. Neste caso, somos vanguarda desta luta. Não pode haver retrocesso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

TESE PARA O III CONASSUFRGS

A CATEGORIA QUER AVANÇOS

III CONASSUFRGS - 05 a 07 de novembro

Quando nós, do grupo A Categoria Quer Avanços, decidimos escrever este material para o CONASSUFRGS, partimos de alguns princípios que balizam toda a nossa atuação no movimento dos trabalhadores e, mais particularmente, no movimento dos técnico-administrativos em educação. Sob esses princípios, buscamos um sindicato independente, que tenha condições de ser um instrumento real na luta dos técnico-administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS, são eles:

1)      Consideramos que uma sociedade justa e igualitária somente se realizará a partir da luta auto-organizada dos trabalhadores;
2)      Respeitamos todas as convicções políticas e partidárias existentes na categoria; contudo, defendemos que o movimento sindical deve ser independente de partidos, centrais, governos e reitores. Ou seja, não nos opomos a partidos e centrais sindicais, mas somos contrários a qualquer tipo de aparelhamento do sindicato.
3)      Temos consciência da crise mundial do capitalismo e dos ataques aos trabalhadores e movimentos sociais, representados no Brasil pelo governo Dilma;
4)      Temos convicção de que é necessário lutar contra o avanço reacionário e fundamentalista no congresso nacional;
5)      Temos certeza das escolhas equivocadas do governo Dilma, PT/, PMDB e partidos aliados.
6)        Acreditamos que uma categoria politizada deve ter consciência e preparo para combater todas as formas de exploração, opressão e desigualdade (LGBTfobia; de gênero; de raça; de religião; de classe e outras).

           
1 Greve de 2015 – A Luta dos Técnico-Administrativos em Educação Diante da Política de Ajuste Fiscal Aplicada pelo Governo
           
A greve nacional da FASUBRA foi a maior e a mais duradoura da história da Federação. Na atual conjuntura, o governo federal, por meio de sua política de ajustes fiscais, tem cortado verbas de diversas áreas (na Educação houve um corte de 10 bilhões, embora o lema seja “pátria educadora”). Além disso, há diversos “pacotes”, projetos de Emendas Constitucionais e Medidas Provisórias (664 e 665) que ameaçam retirar direitos das trabalhadoras e trabalhadores e “sucateiam” o serviço público (tais como o fim do abono permanência e a suspensão dos concursos públicos).
Mesmo com a implementação do ajuste por parte do governo, a categoria obteve conquistas que, apesar de não atingirem os nossos anseios, foram fruto da forte mobilização e atuação dos técnico-administrativos em educação no movimento paredista. Após 30 dias de greve, o governo apresentou proposta de 21,3% dividido em 4 anos, o que significaria engessar o movimento e acumular mais perdas inflacionárias até 2019 (conseguimos, com muita pressão, reduzir o prazo para 2 anos). Além disso, no início do movimento paredista, o secretário do MPOG afirmou que, se fosse para alterar o step, seria para reduzi-lo, mas a greve conquistou 0,1% no step em 2017.
O que conquistamos é insuficiente, tendo em vista a nossa pauta. Porém valorizamos nossas conquistas diante de uma conjuntura de ajuste à custa das trabalhadoras e trabalhadores, em que as diversas greves que ocorrerem no país, no máximo, têm conseguido manter os direitos (em geral, sem conquista alguma na pauta de reivindicações).
É importante ressaltar que, infelizmente, a maioria da FASUBRA priorizou a atuação partidária em detrimento da categoria, como, por exemplo, no posicionamento de rejeição dos 19%, quando o único delegado da ASSUFRGS no CNG a defender que as bases fossem consultadas foi o delegado representante da Categoria Quer Avanços. Essa atitude de não consultar as bases caracteriza, novamente, que o movimento foi conduzido pela direção, com deliberações prontas para o CNG aprovar, mostrando que é uma decisão de poucos legitimando uma greve de direção.
 Acreditamos que a base deve ter autonomia e as decisões devem emanar da base. Por fim, ressaltamos: quando a categoria se mobiliza, para garantir direitos e buscar a sua pauta de reivindicações, ela já é vitoriosa e, por conseguinte, o instrumento de luta também o é. PARABÉNS A TODAS E TODOS QUE CONSTRUÍRAM A GREVE E LUTARAM, BRAVAMENTE, PELA CATEGORIA.

2 Universidades e Institutos Federais

Desde a sua criação, os Institutos Federais tem características mais favoráveis à valorização dos servidores técnico administrativos em educação, do que os técnico-administrativos em educação das universidades, como por exemplo:
a) representação paritária nos conselhos superiores;
b) voto paritário nas eleições de diretores e reitor;
c) possibilidade de candidatar-se a direção de Campus, desde que possuam nível superior.
            Portanto, a luta não se esgotará até avançarmos para que essas garantias sejam estendidas em lei aos técnico-administrativos em educação das universidades. Defendemos a paridade em todos os espaços de deliberação universitária. Caso a eleição paritária não seja conquistada, continuaremos defendendo o voto nulo.    
Precisamos encarar sem hipocrisia a questão das trinta horas para todos os técnicos administrativos em educação.  É necessária a padronização desse regime em todos os espaços de trabalho, independente de decisões técnicas e legais.  Trata-se de uma decisão política, que deve ser firmada em um acordo franco e responsável entre as partes.

3 Balanço político da Assufrgs, Políticas sindicais, Reforma Estatutária, Organização, Estrutura Sindical e Proporcionalidade

Categoria diz SIM ao Fim da Proporcionalidade – Referendar a Vontade da Categoria e Reorganizar a Estrutura da ASSUFRGS é Necessário
           
Em plebiscito, realizado em novembro de 2014, ampla maioria decidiu pelo fim da proporcionalidade na composição da Coordenação da ASSUFRGS: 68,85% dos votantes. Defendemos, por conseguinte, que o CONASSUFRGS deve referendar a posição expressa pela categoria. Nesse sentido, dizer SIM ao FIM DA PROPORCIONALIDADE é respeitar a vontade dos técnico-administrativos em educação sócios da ASSUFRGS.

3.1 Por Que Defendemos o Fim da Proporcionalidade?

A proporcionalidade mostrou-se uma opção que torna quase impraticável o convívio e a gestão da ASSUFRGS. Não é de hoje que os interesses da categoria acabam sendo prejudicados, em função da verdadeira disputa que se dá entre as chapas que integram a coordenação da ASSUFRGS. As brigas internas inviabilizam qualquer consenso sobre o que deve ser feito e como deve ser feito. Temos certeza de que a proporcionalidade acaba invertendo as prioridades da luta, fazendo que as discussões se percam nas pequenas questões do dia a dia, ao invés das grandes questões de organização do movimento da categoria. Há instâncias previstas no próprio Estatuto da ASSUFRGS (Conselho de Delegados e Conselho Fiscal) que deverão, juntamente com a base da categoria, cumprir o controle de gestão. O papel da oposição à coordenação da ASSUFRGS é fundamental, exercendo sua função nas demais instâncias do sindicato, fiscalizando a coordenação, exigindo que ela seja responsável pelos seus atos.
Por esses motivos, defendemos o fim da proporcionalidade na composição da coordenação: a chapa que alcançar a maioria dos votos deverá ocupar integralmente todos os cargos da coordenação.


3.2 Organização e Estrutura Sindical com o Fim da Proporcionalidade na Coordenação da ASSUFRGS

Defendemos, com o Fim da Proporcionalidade, um sindicato que se volte mais às lutas pelos direitos e reivindicações da categoria, do que ao associativo. Ressaltamos, contudo, a necessidade de manutenção da parte associativa da ASSUFRGS. Propomos, nessa lógica, a redução do número de coordenadores, uma vez que não há necessidade de mais de um coordenador em algumas pastas com o fim da proporcionalidade; a criação do Departamento de Cultura, Esporte e Lazer; a ampliação do mandato da coordenação; e um Conselho Fiscal formado pela (s) chapa (s) não eleita (s) nas eleições da Coordenação. Propomos a seguinte estrutura:

a)           Coordenação formada por 09 membros :
Coordenação Geral (INCLUSIVE com a competência de implementar a Formação  Política e Sindical) – 02 coordenadores
Coordenação Administração, Finanças – 02 coordenadores
Coordenação de Divulgação e Imprensa – 01 coordenador
Coordenação Jurídico, Relações de Trabalho (com a competência de implementar as políticas de Saúde e Segurança do Trabalhador) – 01 coordenador
Coordenação de Assuntos de Aposentadoria – 01 coordenador
Suplentes da Coordenação e/ou Departamento: 02
Totalizando 05 coordenações e 01 Departamento, distribuídos em 09 coordenadores titulares e 02 suplentes.

b)           Criação do Departamento de Cultura, Esporte e Lazer: propomos que seja criado o Departamento de Cultura, Esporte e Lazer, composto por 02 membros, eleitos conjuntamente com a coordenação. Esse Departamento terá caráter executório, subordinado à Coordenação, para implementação de ações que visem à promoção de cultura, esporte e lazer, bem como com a finalidade de supervisão da Sede Campestre e da Colônia de Férias da ASSUFRGS. Para executar tais atividades o Departamento contará com autonomia financeira de até 10% da arrecadação mensal.

c)            Mandato de 03 anos: ampliação do mandato para 03 anos, para que a coordenação eleita consiga implementar seu plano de gestão.

3.3 Alteração Estatutária

            Propomos que os associados em débito tenham sua participação vedada nas eleições do sindicato, bem como em todas as atividades da entidade ou de representação desta que impliquem em gastos financeiros para a ASSUFRGS. Por fim, defendemos que coordenadores em débito com a entidade deverão ser afastados da coordenação. Somente a total quitação do débito devolve ao associado o total e irrestrito direito de participação, bem como as funções do coordenador.



4 Terceirização

A terceirização é uma dura realidade para boa parte dos trabalhadores brasileiros, é uma forma de precarizar ainda mais as relações de trabalho e cortar direitos, abrindo margem inclusive para relações análogas à escravidão.
A luta contra a terceirização passa forçosamente pela retomada de concursos públicos para todos os cargos previstos no PCCTAE. É óbvio que os trabalhadores terceirizados em exercício na UFRGS, UFCSPA e IFRS necessitariam, para poderem concorrer às vagas deste concurso, de preparação especialmente dirigida aos mesmos. Portanto, defendemos que el@s devam ser incorporad@s ao PCCTAE, independentemente de terem prestado concurso.
A terceirização não é boa nem para a instituição, nem para os trabalhadores terceirizados. Devemos lutar pela sua reversão, mas até que obtenhamos essa vitória, cabe a nós, trabalhador da base da Assufrgs ver-los como colegas para lutarmos lado a lado e dar todo o amparo político e jurídico contra os assédios e pressões que estes colegas sofrem, sob pena de nosso sindicato não ser representativo do conjunto de trabalhadores terceirizados e técnicos administrativos em educação das universidades e institutos federais.
Além disto, a terceirização através de bolsistas das diversas fundações e projetos de pesquisa também precisa ser lembrada e encarada como a terceirização através de empresas.
Já com relação à terceirização através dos bolsistas PRAE e REUNI, que participam do Programa de Benefícios da UFRGS, defendemos que a finalidade da bolsa é garantir minimamente a permanência dos mesmos em condições de só estudar e desenvolver atividades que tenham a ver com sua formação acadêmica.
 Os alunos não devem substituir os técnico administrativos em educação, eles NÃO DEVEM PRESTAR NENHUM TIPO DE CONTRAPARTIDA DE TRABALHO ADMINISTRATIVO.

5 Plano Estratégico e de Lutas

·                    Greve Geral contra o ajuste fiscal
·                    Construir uma política em relação aos terceirizados
·                    Valorização e fortalecimento dos GTs como órgãos auxiliares da Coordenação com temas específicos da luta da categoria.
·                    Continuar a luta em defesa das correções das injustiças cometidas no enquadramento dos aposentados e pensionistas, quando da implantação do PCCTAE (reposicionamento, cursos para capacitação e qualificação e contagem de tempo serviço no caso das aposentadorias proporcionais).
·                    Lutar pela maior representação da base em instâncias nacionais como FASUBRA e CNSC.
·                    Acompanhar de forma permanente as questões referentes a assédio, antes, durante e após todos os movimentos reivindicatórios
·                    Caso não haja paridade, continuaremos na campanha do Voto Nulo
·                    Campanha para atrair os colegas ingressantes para o sindicato e para a luta.
·                    Implementar cursos de formação política e de capacitação técnica nas seguintes áreas: formas de opressão; diversidade sexual; relações raciais; teoria política; história do movimento sindical; história da construção da carreira dos TAES; Estado, governo e políticas públicas; Higiene e segurança no trabalho; Sistema e estruturas da educação; Metodologia de elaboração de projetos e/ou pesquisas; Sociologia do trabalho; Antropologia do trabalho; Filosofia do trabalho.


6 Moções

v  De repúdio à Administração Central da UFRGS pela forma truculenta como conduziu as negociações com a categoria dos servidores técnico-administrativos em educação durante a greve nacional da Fasubra no ano de 2015, principalmente por:
Ø  entrar com mandado de reintegração de posse contra indivíduos, quando da ocupação do CPD;
Ø  ter se recusado a discutir os dois temas priorizados da pauta interna, a saber 30 horas e democratização da gestão universitária.
Ø  ter  processado  dois  estudantes  no  dia do  ato  conjunto  de técnicos  e estudantes  no  Evento  do PDI,  na  reitoria, além  de  ter judicializado  o  movimento  das  casas  dos  estudantes,  também na Reitoria.

v  De repúdio à política econômica e ao ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma PT/PMDB.



Assinam este documento: Antonieta Xavier (Totô) – QUI, Cristiane Heidrich – SECOM, Daniel Moraes - GEO, Diane Tomasi (Dica) ENF, Gabriel Focking - IFCH, Gisela Varnieri (Gisa) – FACED, Marcus Vinícius (Marquito) - PROPG, Marisângela Martins (Nina) – IFCH, Rafael Berbigier - ICBS, Rafael Cecagno - ESEFID, Ricardo Souza - GEO, Romolo Toldo - DEPATRI, Sílvio Corrêa – CIS/UFRGS.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

GREVE DE 2015 DURA 131 DIAS

Então vamos lá, vou sentir falta dos velhos companheiros de lutas, vou sentir falta dos jovens companheiros de luta, vou sentir falta dos novos companheiros de luta, vou sentir falta dos que, independente de convicções político partidárias, colocaram a categoria em destaque e construíram esta greve de mais de 120 dias. Não vou sentir falta dos que fazem o discurso fácil, aquele que não educa, não polemiza, dos que constroem seu partido, central, corrente, força ou se constroem individualmente. Mas com certeza, não vou admitir que aqueles que não se dignaram a lutar, que colocaram seus receios, suas acomodações, suas vontades acima dos interesses da categoria venham fazer qualquer manifestação que desabone qualquer grevista ou o acordo que foi possível construir, porque o acordo é do tamanho da nossa luta e se tu não ajudastes na luta, a tua participação foi nenhuma, e, portanto, para ti, qualquer acordo é mais do que mereces receber. Nenhum governo nunca nos deu nada, tudo que conseguimos até hoje, foi com muita luta. Meu respeito à todos que venceram a inércia, os receios e tiveram a coragem de lutar. Um bom retorno às suas atividades e contem com o meu apoio sempre que precisarem.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sobre a Assembleia do dia 25/09/2015

Pois então, tenho falado mais em reuniões do CLG do que nas assembleias, mas hoje achei importante fazer uma fala e foi mais ou menos assim:
"Boa tarde a todas e todos, eu tinha escrito algumas coisas para falar e ser objetivo, mas vou ter que improvisar e quando a gente improvisa, pode falar merda. Eu quero começar agradecendo a cada um de vocês que está aqui e participou de pelo menos uma das atividades que nós fizemos nestes 120 dias de greve. Quem me conhece sabe que eu não mando recados, que eu falo na cara e eu não vou aceitar que um colega que não fez greve e nos xingou na atividade de greve que fizemos na creche venha aqui dizer que nós não devemos assinar o acordo e fazer uma nova greve em 2016. Também não vou aceitar críticas ao acordo, pois ele foi o acordo possível porque os colegas não fizeram a greve. Não me venham fazer discurso fácil de unidade, unidade se constrói na prática, na luta. A nossa luta não termina com o fim da greve, temos, pelo menos, dois pontos em que precisamos continuar atuando, 1) 30 horas para todos e 2) Democratização da gestão, pois eu não quero só participar de uma consulta paritária, eu quero e participar das decisões da universidade que eu construo no dia-a-dia. Também tem a questão do retorno ao nosso trabalho, das perseguições, aqui somos fortes, estamos juntos, não podemos esquecer dos colegas no retorno, ninguém deve enfrentar os problemas sozinho. Proponho o seguinte encaminhamento ao CLN: suspensão da greve, manutenção do estado de greve e retomada imediata da greve, caso algum item do acordo não seja cumprido, por exemplo os prazos acordados. Para encerrar vou repetir algo que sempre digo, nós nunca ganhamos nada de nenhum governo, seja PSDB, PT, PSTU, PSOL ou qualquer partido, tudo foi conquistado. Era isso.

domingo, 20 de setembro de 2015

Eu não bato panela.

Deixei de ser ingênuo na política partidária no primeiro mandato do Lula, fiz campanha para ele todas as vezes que se candidatou para presidente, quando se elegeu esperava uma revolução pelo voto, não rolou, foram tantas alianças que a coisa melhorou, mas muito menos do que eu esperava, distribuíram renda, trouxeram o mais médicos, aumentaram o acesso ao ensino superior através das quotas e da criação dos Institutos Federais, regulamentaram os direitos dos trabalhadores domésticos pelo menos, não resolveram o problema da dívida pública, é verdade, mas o meu salário reajustou legal desde lá, na época do FHC ficamos dez anos sem reajuste. No estado, o Tarso, não pagou o piso do magistério, mas também não parcelou salários, não sucateou os serviços públicos, aliás, teve as contas de 2014 aprovadas pelo TCE, com destaque para os investimentos em saúde e educação. Em 7 meses, o que mudou então, mudou o governador, o partido dele e os da base de apoio, agora tirem suas conclusões. Bom fim de semana aos que recebem e aos que receberam todo seu salário.

Política da ignorância e do ódio

Aí o cara estuda em Universidade Pública por causa da política de quotas, estuda ou trabalha em um Instituto Federal por causa da expansão da rede, conseguiu comprar seu primeiro imóvel por causa do minha casa minha vida, fez ou faz curso universitário graças ao FIES e quer bater panela ou fazer ato junto com quem nunca fez nada para que isto acontecesse, ao contrário, tá indignado com todos estes programas, bueno, faz o seguinte, ao invés de bater panela e participar destes atos, na próxima eleição vota em rico e continua acreditando que eles vão fazer algo por ti.

Sobre os amigos do Face

Uma vez ouvi de uma conhecida que o pai dela dizia a ela: "filha, tu saíste da colônia, mas a colônia não saiu de ti". Analisando várias postagens de "amig@s" aqui do face, deduzo: 1) os que nasceram nos anos 80 e não se importaram em conhecer a real história do Brasil e se informam e formam apenas pela grande imprensa, afirmam verdadeiros absurdos sobre a realidade do país como se verdades fossem e 2) vários deles dizem ter saído do exército, da BM, das classes dominantes mas, na verdade, estas vivências nunca saíram deles. Em breve estarei fazendo mais algumas exclusões. Uma boa noite a todos.

Afinal quem é que luta pela Educação Pública?

Lamentável a atitude da administração central, reitor e vice-reitor, de entrar com ação de reintegração de posse sem, nem ao menos ter conversado conosco, o movimento, sobre o assunto. Além disto, mais uma vez, o Reitor decide nominar alguns representantes do movimento em ações judiciais, assim como já havia feito em 2014, quando do acampamento dos estudantes na Reitoria. Não fica claro o critério utilizado para destacar alguns nomes e nem a intenção ao fazê-lo, mas, pelo menos para mim, que fui um dos 6 citados, se a intenção era me preocupar, ou quem sabe, no raciocínio infantil de alguém, me amedrontar, tenho a imensa alegria de dizer que, me sinto reforçado para continuar lutando pela democratização da gestão da universidade, e de forma muito mais dura, Até que possamos, no mínimo, participar da consulta com paridade, é VOTO NULO neles.‪#‎votonuloneles‬

Sobre a vida e seus rótulos

Dia desses uma colega que é psicóloga me perguntou porque eu alardeava tanto o fato de ser diagnosticado com distúrbio bipolar, eu respondi que era principalmente para as pessoas saberem que é possível se ter uma vida "normal" se a gente se tratar. Eu mesmo levei tempo, sofri e causei sofrimento em pessoas que amei e outras que amarei para sempre, justamente por ter sido diagnosticado tardiamente. A vida não é feita de momentos bons ou momentos ruins, a vida é feita de todos os momentos e só depende de nós que eles se tornem belas lembranças ou experiências que valem a pena serem repetidas ou não.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ELEIÇÕES CIS 2014 - Dias 17 e 18/12 - Um pouco de Nós

Dias 17 e 18 de dezembro, teremos eleições para composição da CIS, estamos concorrendo com 10 chapas, compostas por colegas comprometidos com as lutas de todos nós, técnico administrativos em educação e com os avanços necessários ao aperfeiçoamento do PCCTAE. Vou comentar um pouco do porque eu valorizo o fato de estar apoiando estes colegas para a CIS:

Andressa > colega bibliotecária na Odontologia, participou ativamente da greve do ano passado tendo, inclusive, participado do acampamento na esplanada;

Antonieta Xavier > referência na luta em defesa dos servidores técnico administrativos em educação ativos, aposentados e pensionistas, além de ser uma militante intransigente da luta em defesa dos direitos dos LGBTs e foi uma das organizadoras do I Encontro de Aposentados e Pensionistas da Assufrgs, que resultou na Carta de Porto Alegre, que trata de garantir a correção das injustiças que ocorreram quando do enquadramento dos colegas aposentados e pensionistas no PCCTAE;

Celso Alves > compõe a CIS atualmente e tem sido incansável na luta na busca da justiça na correção do enquadramento no PCCTAE, participou ativamente na organização do VI FNCIS e do I FRCIS da Região Sul;

Daniel Escouto > compõe a CIS atualmente e tem sido incansável na luta na busca da justiça na correção do enquadramento no PCCTAE, participou ativamente na organização do VI FNCIS e do I FRCIS da Região Sul, participou como representante da CIS, do GT sobre flexibilização da jornada de trabalho;

Lisandra Vargas > colega arquivista no Arquivo Geral, participou ativamente da greve do ano passado tendo, inclusive, participado do acampamento na esplanada;

Lizette Dias de Castro > colega aposentada, participa ativamente da luta em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas e se interessa pelo PCCTAE, principalmente em função da necessidade de propor alterações necessárias a correção de injustiças no enquadramento no PCCTAE;

Paulo Ceroni > compõe a CIS atualmente e tem sido incansável na luta na busca da justiça na correção do enquadramento no PCCTAE, participou ativamente na organização do VI FNCIS e do I FRCIS da Região Sul, atuou ativamente na redação dos argumentos e na defesa dos mesmos em plenária da Fasubra, para propor as alterações necessárias a corrigir a injustiça ocorrida com os cargos de porteiro, recepcionista, operador de máquina copiadora com relação a exigência de escolaridade para ingresso, que passou a ser ensino médio completo;

Rafael Berbigier > incansável na luta em defesa dos direitos dos técnico administrativos em educação e um estudioso do PCCTAE, tendo participado de vários eventos sobre o PCCTAE, inclusive do VII FNCIS, realizado pela UFRPE e do VIII FNCIS, realizado pelo IFES, com as despesas custeadas pela sua unidade de exercício;

Rafael Cecagno > compõe a CIS atualmente e tem sido incansável na luta na busca da justiça na correção do enquadramento no PCCTAE, teve participação fundamental como representante da CIS, na redação da Carta de Porto Alegre, que trata de garantir a correção das injustiças que ocorreram quando do enquadramento dos colegas aposentados e pensionistas no PCCTAE.

Recebemos várias manifestações de apoio que transcrevemos abaixo:

APOIO À CANDIDATURA SILVIO CORREA E MEMBROS APOIADOS POR ELE
Caros colegas da UFRGS,
Nos dias 17 e 18/12 ocorrerá a eleição para escolha dos novos representantes dos técnico-Administrativos para a Comissão Interna de Supervisão (CIS/PCCTAE). Confiantes na disposição do Silvio Correa na realização de um trabalho comprometido e qualificado na defesa da categoria dos TAEs, em consonância com seu grande conhecimento sobre o PCCTAE, somado com as necessidades democráticas de toda a comunidade universitária, nós, membros da Comissão Interna de Supervisão da Universidade Federal do Paraná DECLARAMOS O NOSSO APOIO A SILVIO CORREA e aos candidatos por ele apoiados. Silvia Chaves (CIS-UFPR)

Como coordenadora de CIS, dou total apoio ao meu colega, companheiro e amigo de CIS Silvio, conhecedor do PCCTAE, vc não só faz parte da CIS da UFRGS, mas parte integrante e fundamental em todas as nossas CISs! Estamos com vc! Obriagada pelo apoio de sempre! Conte comigo! Sempre na luta! Magali Ines Pessini (CIS-IFRS Caxias do Sul)

Carreira é coisa séria. Mexe com sonhos e expectativas das pessoas. Por isso, a carreira precisa ser cuidada por gente séria, que respeita o colega e consegue se colocar no lugar de cada um, vivendo cada sonho e correndo atrás para ajudar a todos no alcance de suas expectativas. Conheço muita gente com essa garra, especialmente a turma da CIS da UFRGS, que vem durante esses quase 10 anos de PCCTAE correndo muito atrás de melhorias para toda a categoria. Se não conseguem grandes avanços em sua Instituição, vão jogando sementes que acabam dando frutos aqui e acolá. Tenho certeza que os companheiros da UFRGS merecem continuar tendo Sílvio e seu grupo à frente da Comissão Interna de Supervisão. Meu total apoio! Luiza de Marillac (UFOP, suplente na CNS)


Quero manifesta meu apoio a candidatura do técnico-administrativo Silvio Roberto Ramos Corrêa à Comissão Interna de Supervisão (CIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O processo de escolha de representantes ocorrerá nos dias 17 e 18 de dezembro. Entendemos ser de fundamental importância a escolha de representantes para a CIS, em todos os estados, que dialoguem com os técnico-administrativos e que compreendam a realidade nos diversos setores. Pessoas destemidas e que avancem nas discussões de temas polêmicos e bandeiras antigas. Tendo em vista o histórico de luta deste colega em prol das causas locais a nacionais da categoria, sua integridade de conduta e compromisso com os interesses dos TRABALHADORES, declaramos nossa satisfação com a sua candidatura e indicamos aos colegas do Rio Grande do Sul a eleição de Silvio Roberto. Djalma S. Pereira (CIS-UFCE)

Todos os técnicos administrativos em educação sabem dos avanços conseguidos, nos últimos anos, no tocante à nossa carreira principalmente com o advento do PCCTAE. Mas também temos a consciência de que o PCCTAE tem suas imperfeições e que temos muito ainda para avançar em melhorias da nossa carreira. Para tanto as CIS e seus membros têm papel fundamental desta missão. Entre estes membros de CIS podemos citar o nome de Silvio Correa, que tem tido participação fundamental na consolidação e luta por melhorias no PCCTAE. Silvio tem importante participação na articulação dos Fóruns Nacionais das CIS além de ser profundo conhecedor das leis que regem nossa carreira. Portanto os membros da CIS-UFRPE gostariam de continuar contando com a cooperação e parceria de outras CIS e em especial do colega Silvio Correa. (CIS-UFRPE)

A cis do IFRS apóia o grande Silvio e os que estão c ele nesta caminhada. Ele conhece e se dedica a melhorar nosso PCCTAE e tem propriedade para isso. Colegas da UFRGS, votem para a continuidade na luta, e o Silvio é essa continuidade. Apóio Silvio com convicção!!!! Lilian Crizel (CIS-IFRS Feliz)


Muito obrigado a todos vocês pelo apoio.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A DILMA TAMBÉM NÃO ME REPRESENTA, MAS ...


Antes de tudo, deixo claro que, por ser servidor público federal, trabalhador de Instituição Federal de Ensino, categoria que detém o menor piso do serviço público, que luta contra a “privatização” dos Hospitais Universitários, que faz greve todos os anos para garantir reajuste, pois não temos política salarial e o governo não respeita a data-base; que teve várias decisões que, inclusive, já haviam transitado em julgado atacadas pelo governo; a Dilma também não me representaria, mas como tenho dito este país é de todos os brasileiros e não só do meu umbigo e, portanto, a Dilma representa milhões de brasileiros que saíram da linha de miséria, que hoje tem o que comer, graças aos tímidos recursos investidos no Bolsa Família; que tem algum atendimento médico graças ao Mais Médicos; que estão estudando nas Instituições Federais de Ensino graças às quotas; que passaram a ter direitos trabalhistas como as empregadas domésticas e que tem acesso ao sonho “capitalista” da casa própria através dos parcos recursos investidos no Minha Casa Minha Vida. Eu também não sei de outro período na história do país com maior número de “compadres” do governo sendo investigados, denunciados e presos.
Mas isto parece não ter importância para alguns, e pior, justamente para os que têm as condições necessárias para reconhecer que muito há para ser feito, que muitos erros e injustiças foram cometidos, que não se muda uma cultura, uma realidade, através da omissão.
Como cobrar coerência do “povo” se, os que podem ser coerentes, preferem assumir uma posição perigosamente descompromissada que é a de colocar em risco os pequenos avanços que aconteceram.

Enquanto a política for encarada como o “meu partido”, o “meu umbigo”, “o meu país”, enquanto não formos capazes de juntos lutarmos por mudanças reais da/na sociedade brasileira, nas ruas e nas urnas, eu sempre me posicionarei de forma clara contra o atraso, o retrocesso e, neste momento, este posicionamento só é claro e efetivo chamando o voto na Dilma.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Meu nome é Silvio Corrêa mas poderia ser Silvio Polêmica ou Silvio Coerência ou Silvio Chato de Plantão

Trabalho nesta Universidade desde 13/08/1980, antes disso fui estagiário por aproximadamente 2 anos, portanto lá se vão algo em torno de 36 anos de luta por: respeito profissional, reconhecimento da atividade dos técnico-administrativos em educação como sendo atividade fundamental à UFRGS, aumento da representatividade dos técnico-administrativos em educação nos órgãos deliberativos da UFRGS, possibilidade dos servidores técnico-administrativos em educação serem candidatos a vice-diretores nas unidades universitárias e paridade nos processos de consulta a comunidade.

Ao longo deste tempo, tivemos avanços, garantimos conquistas, que, durante o governo FHC foram atacadas, mas é importante que se diga que nem Lula e nem Dilma mexeram um único dedo para mudar alguma coisa. Ou seja, a luta não é nova, os atores podem ser novos, a cena é antiga.

Mais uma vez começamos a discutir a questão da democratização das relações e decisões na UFRGS, tendo como principal eixo, a questão da paridade na consulta para eleição da lista triplice, pelo Consun, do Reitor, é claro para todos os envolvidos que esta escolha é tática, que o nosso principal problema não consiste em participar de uma consulta em que, na maioria das vezes, o resultado não representa que as decisões do futuro venham a ser democráticas.

Nas unidades de ensino, faculdades e institutos então, o processo é mais insano, pois na grande maioria dos casos não há concorrência, ao contrário, é preciso quase obrigar algum docente a ser candidato, é óbvio que há exceções.
Então, vou reafirmar algumas obviedades:

1. Somente docentes podem ser reitores e vice-reitores:
I - o Reitor e o Vice-Reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor, cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo, ou outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim, sendo a votação uninominal; (Redação dada pela Lei nº 9.192, de 1995)
II - os colegiados a que se refere o inciso anterior, constituídos de representantes dos diversos segmentos da comunidade universitária e da sociedade, observarão o mínimo de setenta por cento de membros do corpo docente no total de sua composição; (Redação dada pela Lei nº 9.192, de 1995)
III - em caso de consulta prévia à comunidade universitária, nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição, prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias; (Redação dada pela Lei nº 9.192, de 1995)

2. Os diretores também só podem ser docentes:
IV - os Diretores de unidades universitárias federais serão nomeados pelo Reitor, observados os mesmos procedimentos dos incisos anteriores; (Redação dada pela Lei nº 9.192, de 1995)

Na UFRGS, o Estatuto prevê no art. 12, como uma das competências do CONSUN:
XVI - promover, na forma da lei, com a presença de pelo menos 2/3 (dois terços) dos Conselheiros, o processo de escolha do Reitor e do Vice-Reitor, que incluirá consulta à comunidade universitária;

Para os diretores também há previsão no art. 48 do Regimento Geral, como uma das competências do Conselho de Unidade:
VII - promover, na forma da lei, com a presença de pelo menos 2/3 (dois terços) da
totalidade dos seus membros, o processo de escolha do Diretor e do Vice-Diretor, que incluirá consulta à sua comunidade;

Na poderosa UFRGS, já tivemos pelo menos duas experiências interessantes quando se trata de candidatos a Reitores, já tivemos Reitor sem nunca ter sido eleito para ser reitor; já tivemos Reitor que assinou documento dizendo que só assumiria se fosse o primeiro da lista, foi o terceiro, assumiu e depois abandonou para assumir outro cargo, em órgão de fomento.

Portanto esta é uma luta dos que querem participar, em pé de igualdade das decisões da UFRGS contra os que detem o poder de decisão. Não nego que há entre os docentes, os que consideram, pelas mais diversas razões, que a paridade é um passo importante para uma questão maior que é, ou deveria ser, aproximar cada vez mais a poderosa UFRGS do poderoso povo brasileiro.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

AS VEZES DÁ VONTADE DE PARTIR PARA A IGNORÂNCIA

Todos os colegas que estavam na UFRGS em 2005, quando houve o enquadramentos dos servidores técnico administrativos em educação no Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação - PCCTAE, passaram pelo processo e provavelmente se lembrarão dos fatos que passo a narrar:

  • O enquadramento em 2005 se deu em função do tempo de serviço público federal para ativos, aposentados e pensionistas, os aposentados foram muito prejudicados com a adoção deste critério, pois vários haviam se aposentado com o reconhecimento de tempos de trabalho na iniciativa privada e nas outras esferas do serviço público, estadual e municipal, além da contagem do chamado tempo ficto, por exemplo, licenças prêmio contadas em dobro;
  • Em 2006, foi realizado um enquadramento por capacitação, este enquadramento foi conduzido por uma Comissão de Enquadramento composta por vários colegas que trabalhou, em um primeiro momento, recebendo os certificados de capacitação de todos os servidores técnico-administrativos em Educação, já no inicio dos trabalhos a coisa começou mal, pois não haviam critérios claros e homogêneos sobre quais seriam os certificados aceitos e aí aconteceu de tudo, com alguns membros da comissão recebendo todos os documentos apresentados, e outros selecionando por critérios pessoais quais seriam os documentos aceitos ou não, ou seja, o mesmo documento foi aceito por uns e recusado por outros; outra falha na logística, foi que a comissão mudou seu local de funcionamento algumas vezes e os documentos foram transportados, em caixas de papelão, para lá e para cá;
  • Depois, a Comissão de Enquadramento passou a fazer a análise dos documentos recebidos a fim de realizar a validação dos mesmos junto ao MEC;
  • Esta Comissão foi incapaz de reconhecer o histórico de capacitação dos colegas, tendo feito a opção de, inclusive, denunciar a Pró Reitoria de RH à época ao MEC, quando a mesma emitiu certificado reconhecendo este histórico;
  • Esta Comissão que não reconheceu um certificado expedido pela área de recursos humanos, reconheceu um certificado semelhante expedido pelo diretor da Escola de Comércio, ou seja, foram usados claramente, dois pesos e duas medidas;
  • Esta Comissão, que no final do processo, na fase de recursos, acabou se transformando em uma comissão de duas pessoas, ou seja, a legitimidade destas duas pessoas se dava apenas pela legalidade, já que a portaria que havia designado a Comissão de Enquadramento nunca foi revogada, mas era evidente a total falta de legitimidade política para que estas duas pessoas continuassem decidindo a vida dos colegas.
Desde 2006, os membros da CIS vem trabalhando para tentar corrigir estas injustiças, inclusive com várias manifestações no Conselho Universitário, vários pareceres, várias reuniões com a área de recursos humanos  e com o Reitor, tivemos algumas vitórias no CONSUN, mas também tivemos várias derrotas, com, inclusive alguns "representantes dos técnico administrativos em educação" compondo comissões e assinando pareceres contrários a correção das injustiças havidas no enquadramento.

Neste ano de 2014, após mais uma reunião da CIS com o Reitor, Vice-Reitor e Pró-Reitor de Gestão de Pessoas conseguimos sensibilizar os membros da administração central para a necessidade de resolvermos um assunto que se arrasta no CONSUN e na vida de todos os envolvidos, há mais de oito anos e o reitor decidiu nome um Grupo de Trabalho composto por dois representantes da CIS, um representante técnico administrativo em educação no CONSUN e quatro representantes da PROGESP, entre elas a Vice Pró-Reitora, presidente do GT.

Após algumas reuniões acordamos, de forma consensual, que iriamos trabalhar reconhecendo os programas de capacitação formais e de fato, implementados na UFRGS, desta forma, seria possível reconhecer todas as capacitações realizadas na UFRGS. Também seria possível reconhecer todas as capacitações realizadas em uma mesma instituição. Os trabalhos transcorreram de forma tranquila e em um ritmo de parceria que nos levava a acreditar que, finalmente, após oito anos, faríamos justiça.

Na última reunião fomos surpreendidos pela informação da presidente do GT de que, a despeito da qualidade do trabalho que estávamos realizando, da justeza do mesmo, ela, como presidente do GT não poderia encaminhar o resultado da forma como foi trabalhado, pois ele havia se tornado "um novo enquadramento" e esta não era a finalidade do GT.

Neste momento, os trabalhos estão suspensos, aguardando reunião com o reitor e com o vice-reitor para solicitar um posicionamento sobre o assunto.

Agora, me digam, dá ou não dá vontade de partir para a ignorância?

QUEM SABE NÃO ESTÁ NA HORA DE JUNTARMOS OS INJUSTIÇADOS E BUSCARMOS TAL POSICIONAMENTO.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

FLEXIBILIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO, O PRÓXIMO PASSO:

Terminada a tarefa de elaborar uma proposta de flexibilização da jornada de trabalho dos servidores técnico-administrativos em educação da UFRGS, com a entrega ao Reitor das duas propostas de documentos, uma decisão do CONSUN e uma portaria do Reitor, para regulamentar a flexibilização, resta o questionamento, e agora, qual o nosso próximo passo?

  • Quem sabe seja pressionar para que as propostas sejam logo aprovadas;
  • quem sabe seja lutar pela implementação imediata da flexibilização;
  • quem sabe, deixemos as coisas assim como estão.

Ninguém me perguntou, mas eu afirmo, "deixemos as coisas assim como estão", por que? Porque:

  • só estamos discutindo este assunto porque o ponto biométrico paira sobre as nossas cabeças, se o ponto não rolar é melhor não "bulir" com a flexibilização; 
  • flexibilização da jornada de trabalho NÃO É IGUAL a campanha histórica da Fasubra de 30 horas semanais, a flexibilização é para alguns, as 30 horas seriam para TODOS, a flexibilização é jurídica, burocrática, as 30 horas são políticas. 
Corremos o risco real de ao acelerarmos a implantação da flexibilização, acelerarmos a cobrança pelos órgãos de fiscalização e, por consequência, a implantação do ponto biométrico.

Vamos continuar na luta pelas 30 horas para todos e deixar um pouco de lado a flexibilização da jornada.
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

VENHO ME JUNTAR A VOCÊS

Venho me juntar a vocês que perderam seus filhos, filhas, pais, mães, irmãos, irmãs, netos, netas, sobrinhos, sobrinhas, amigos e amigas na luta contra a ditadura neste “nosso” Brasil;

Venho me juntar a vocês que foram vítimas da violência de um estado de exceção;

Venho me juntar a vocês que mesmo vivendo este período, não tiveram a coragem necessária ou a capacidade de interpretar o momento que se vivia e, simplesmente, continuaram tocando a vida;

Venho me juntar a vocês que acham natural a violência policial contra manifestantes dos movimentos sociais e se acostumaram a ver políticos condenados continuando a exercerem seus mandatos, se acostumaram a ver bandidos confessos e condenados cumprindo penas irrisórias;

Venho me juntar a vocês que na comodidade de suas vidas, se acostumaram a buscar alternativas para a educação desvalorizada, a saúde com suas longas filas, os transportes com suas passagens caras e sempre lotados, os políticos corporativos;

Venho me juntar a vocês que não participam das associações de bairros, dos sindicatos, dos movimentos sociais, que lutam para melhorar as condições de vida e trabalhos de todos;

Venho me juntar a vocês que mesmo não lutando, usufruem das vitórias destes movimentos;

Venho me juntar a vocês que hoje ficam preocupados em casa, esperando seus filhos, filhas, pais, mães, irmãos, irmãs, netos, netas, sobrinhos, sobrinhas, amigos e amigas, que continuam nas lutas, e acompanham pela grande mídia notícias mentirosas e tendenciosas sobre estas lutas;

Venho me juntar a todos vocês e agradecer aos jovens deste país, pela coragem de continuar na luta e nos servirem de exemplo, no dia a dia, de que só a união dos que acreditam que é possível mudar, faz com que as mudanças ocorram.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O trabalho enobrece o homem, será?


Este papo de que o trabalho enobrece o homem, serve bem para justificar todos os fazeres em que o trabalhador exerce atividades mal remuneradas, em que sofre assédio moral e sexual, em que trabalha em péssimas condições físicas , sem direito a feriados e fins de semana com a família, enfim em todo o fazer em que o trabalhador é explorado.
O que enobrece o homem é saúde, lazer, educação, moradia de qualidade.
O que enobrece o homem é viver em uma sociedade de chances iguais, em que todos tenham as mesmas condições de escolher o que querem estudar e no que querem trabalhar.
O que enobrece o homem é poder viver sua vida da forma que ele escolher e não da única forma a que está condenado ao nascer.
É claro que existem exceções, mas é isto mesmo, exceções.
Enfim, viva o dia de todos os trabalhadores e que mais do que um momento de descanso seja um momento de reflexão, de questionamento e de engajamento na luta por uma sociedade mais igualitária.

Breve resumo da atividade de 30/04/2013 sobre Flexibilização da Jornada de Trabalho


1) Exposição de levantamento sobre a situação da flexibilização em algumas IFES.
2) Aula do Rogério Coelho sobre o estado democrático de direito;
3) Rogério Coelho insistiu na possibilidade de negociar a flexibilização na Negociação Coletiva após a ratificação pelo Brasil da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho, da ONU), que estabelece o princípio da negociação coletiva entre trabalhadores públicos e os governos das três esferas - municipal, estadual e federal; (Esta convenção para se tornar efetiva ainda necessita de regulamentação, observação de minha autoria).
4) Exposição da situação na UFPR pela presidente do sindicato:
a. Discutida a proposta através de uma comissão não paritária, que contava com apenas 2 dos seus membros eleitos pelos técnico-administrativos em educação;
b. Proposta de Flexibilização para todos, aprovada pelo Conselho Superior da UFPR;
c. Comissão encarregada de conferir a implantação da flexibilização;
d. Existem locais em que apesar da decisão do Conselho Superior, a flexibilização não foi implementada, por pressão das chefias, ou por serem na sua maioria, servidores novos, nestes casos o Sindicato faz reuniões, organiza a escala de trabalho e apóia a imediata adoção da flexibilização;
e. A decisão do conselho superior prevê que a UFPR funciona das 6h30min às 23h30min e que às 12 horas de atendimento ao público devem estar contidas neste intervalo;
f. O ocupante de FG não tem direita a flexibilização da Jornada de Trabalho;
g. A discussão deve se dar no âmbito político e ser evitada ao máximo que ela se torne judicial.
5) Informação de que no IFRS-Campus POA a flexibilização da jornada de trabalho já está implementada, uma vez que desde que ingressaram, os colegas já faziam 30 horas, pois a Escola Técnica que pertencia a UFRGS adotava às 30 horas, e a flexibilização foi aprovada pelo conselho do Campus POA e ratificada pela Reitora.

Para mim pessoalmente, do ponto de vista legal, para justificar a flexibilização, a situação é bastante simples: se tivermos atendimento ao público por 12 horas ininterruptas ou após as 21 horas, é possível flexibilizar a jornada de trabalho. Agora temos que dar inicio ao debate e construção de uma proposta de flexibilização para todos os servidores técnico-administrativos em educação da UFRGS. Mobilize-se, discuta, questione os membros da Comissão Oficial, que será composta por 2 Diretores, 2 Assessores, 2 representantes da PROGESP, 3 representantes da ASSUFRGS e 2 representantes da CIS (eu e o Daniel Escouto).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sentimento de dor não é notícia



Quem é pai e/ou mãe como eu, sabe que não existe nada mais caro a todos nós, que os nossos filhos e filhas, com certeza, qualquer um de nós doaria a própria vida para que os nossos filhos e filhas vivessem muito e não sofressem.
Nós tentamos, de todas as formas, mantê-los protegidos, protegidos das amizades que achamos prejudiciais, protegidos das mágoas do coração, protegidos da realidade, protegidos, inclusive, deles mesmos.
Nós todos já passamos noites em claro esperando-os chegarem das festas, ou pensando como será o futuro deles.
Eu já passei algumas noites preocupado com a possibilidade de não estar perto deles quando eles precisassem de mim.
Eu, lá pelas tantas, fiquei mais descansado, eles haviam crescido, achei que poderiam tocar a vida sem mim.
Mas eu nunca, em nenhum momento, sequer imaginei a possibilidade de tocar a minha vida sem eles.
Sofro com todos os pais, amigos e parentes que perderam alguém na tragédia de Santa Maria.
Não dá para a gente ficar brigado com filho ou filha, a vida é cheia de surpresas, por isso vamos abraçar, beijar e conviver o máximo com eles.
A nossa felicidade pode ser até egoísta, mas como já disse o poeta: “é preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há”.